5 de maio de 2016

avença


De repente tudo está bem.

Todos os cacos quebrados que antes estavam juntos em um cato de parede ameaçando cortes duradouros, ou não, foram recolhidos. Agora o que restam são apenas poeiras que vagam entre uma boa lembrança e uma boa saudade.
Todas as lágrimas que não tiveram a chance de cair secaram no outono, ainda bem que elas não formaram um balé paralelo às folhas que também caíram. Deixo me imaginar o quão bom seria a dança, mas o quão bom está sendo fantasiá-la, é mais imaginável.
Todas as músicas estão desaguando numa bela melodia, estão se tornando apenas boas músicas, o som que as torna reais ofusca a tempestade do que elas dizem. Neste caso a realidade não é tão real, mas é confortante, é isso que eles fazem nesse meio tempo.
De repente eu não entendo mais nada sobre a benquerença de antes e todas as experiência se tornam lembranças vagas, inexplicáveis, mas ao mesmo tempo desejáveis. Intocáveis, mas ao mesmo tempo sensitivas.

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