“[...]
Eu quero me afogar de novo
Ficar sem ar e mesmo assim nadar para baixo
Ficar inconsciente
E mesmo assim pensar muito sobre as coisas
Estar sempre a procura
Sabendo que no final só acharei a mim mesmo
Estar sempre ao contar o quanto é difícil, e o quando me machuca
E voltar a me machucar mais uma vez
Plantar uma flor e arrancar, pensar em me enforcar com o caule
E cobrir-me com as pétalas
Eu quero mudar a emoção de hoje
Quero uma efêmera angustia da ausência
E um longo êxtase do encontro
Quero o presente mais bonito
E se sentir o próprio presente entregue
Quero voar com meus braços e dizer que é com tuas asas que eu consigo ir mais longe
Quero me iludir de novo
E transbordar poças de águas rasas
Eu quero guerra, para ficar em paz
[...]”
Quer um café?