17 de setembro de 2016

um poema de aurora, 4am


“[...]
Eu quero me afogar de novo
Ficar sem ar e mesmo assim nadar para baixo
Ficar inconsciente
E mesmo assim pensar muito sobre as coisas
 Estar sempre a procura
Sabendo que no final só acharei a mim mesmo
 Estar sempre ao contar o quanto é difícil, e o quando me machuca
 E voltar a me machucar mais uma vez        
Plantar uma flor e arrancar, pensar em me enforcar com o caule
E cobrir-me com as pétalas
Eu quero mudar a emoção de hoje
 Quero uma efêmera angustia da ausência
 E um longo êxtase do encontro
Quero o presente mais bonito
 E se sentir o próprio presente entregue
Quero voar com meus braços e dizer que é com tuas asas que eu consigo ir mais longe
Quero me iludir de novo
E transbordar poças de águas rasas
Eu quero guerra, para ficar em paz
[...]”
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